{"id":126,"date":"2013-11-03T15:07:45","date_gmt":"2013-11-03T14:07:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/?page_id=126"},"modified":"2014-02-11T03:54:36","modified_gmt":"2014-02-11T02:54:36","slug":"gaspar-yanga","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/gaspar-yanga\/","title":{"rendered":"Gaspar Yanga"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Gasparyanga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-492 alignleft\" alt=\"Gasparyanga\" src=\"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Gasparyanga.jpg\" width=\"197\" height=\"224\" \/><\/a>Com decoberta do novo mundo, Am\u00e9ricas, os colonizadores espanh\u00f3is impuseram aos natives explora\u00e7\u00f5es horr\u03afveis. Os \u03afndios morriam devido aos maus tratos e duro trabalho penoso. As doen\u00e7as levadas pelos europeus, ajudou na extermina\u00e7\u00e3o completa do povo ind\u00edgena. Foi no s\u00e9culo XVI, o come\u00e7o do resgate em massa dos negros africanos. Os escravos eram considerados como mercadorias. Trabalhavam nas minas e planta\u00e7\u00f5es como m\u00e3o-de-obra. Os escravos eram provenientes de Angola, Congo, Gana, Costa de Marfin, Senegal, G\u00e2mbia, Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Gasparyanga2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-491 alignright\" alt=\"Gasparyanga2\" src=\"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Gasparyanga2-300x181.jpg\" width=\"300\" height=\"181\" srcset=\"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2013\/11\/Gasparyanga2-300x181.jpg 300w, http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2013\/11\/Gasparyanga2.jpg 394w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nyanga ou Gaspar Yanga foi um dos escravos transferidos nas embarca\u00e7\u00f5es. \u00c9 transportado pela rota do tr\u00e1fico de escravos de Cabo Verde, o com\u00e9rcio pertencia aos portugueses. Suposto pertencer de uma fam\u03aflia real do Gab\u00e3o, foi apreendido na regi\u00e3o \u00ab Brang ou Brong de Tabutu \u00bb, Guin\u00e9, pertencente ao imp\u00e9rio do Gana.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\">Chegou acorrentado a Vera Cruz do M\u00e9xico em 1579, para trabalhar nas planta\u00e7\u00f5es de a\u00e7ucar e alcool na prov\u03afncia Yanga. Conta-se que Nyanga era um homem de uma estatura alta ao normal, forte e inteligente. Nyanga consegue escapar para a mata, onde mais tarde tornaria l\u03afder da rebeli\u00e3o Cimarrones do M\u00e9xico. O grupo rebelde come\u00e7ou a existir em 1537, com fuga de escravos quilombolas que fugiram para montanhas remotas do P\u00e9ru. Pelo sucedido o vice-rei Ant\u00f3nio de Mendonza mandou enforcar na Pra\u00e7a Maior, dois dos fugitivos, Juan Venegas e Juan Roman apanhados na fuga. Tr\u00eas anos mais tarde, ouvindo relatos da popula\u00e7\u00e3o que os negros queriam vingar-se da coroa espanhola na capital, pretendendo assim morte au vice-rei. Ant\u00f3nio de Mendonza mandou matar muitos negros, ordenou espetou os corpos em piques em todas as estradas importantes da regi\u00e3o, como advert\u00eancia e puni\u00e7\u00e3o a todos aqueles que se opunham contra coroa espanhola.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\">Todos os escravos fugitivos eram chamados de quilombolas, nome aplicado por serem considerados selvagens, pessoas indolentes e agrestes que viviam livremente na floresta em suas comunidades, cujo o nome era Quilombos, Mocambos. Em 1609, os espanh\u00f3is fazem uma expedi\u00e7\u00e3o ao Quilombo, com 550 soldados, pelos quais 100 eram espanh\u00f3is e alguns recrutas, \u03afndios, mesti\u00e7os e crioulos. O objectivo era de acabar com os rebeldes que refugiavam nas montanhas do Orizaba. O Quilombo era comandado pelo pai Nyanga que na \u00e9poca j\u00e1 tinha 30 anos de quilombagem e o angolano Francisco de la Matossa. Estes eram considerados os principais causadores dos ataques a fazendas vizinhas, tamb\u00e9m conhecidos pelos assaltos de passageiros e carros. <a href=\"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2013\/11\/Guerreiros-das-Esmeraldas-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" alt=\"Guerreiros das Esmeraldas 1\" src=\"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2013\/11\/Guerreiros-das-Esmeraldas-1-300x158.jpg\" width=\"236\" height=\"169\" \/><\/a>Na guerra imposta pelos espanh\u00f3is, os quilombolas tinham superioridade de for\u00e7a com muitos guerreiros armados, com armas de fogo, pedras, catanas, arcos e flechas. As mel\u03afcias quilombolas tinham um conhecimento do terreno na mata, eram lideradas pelo Francisco de la Matossa. O l\u00edder Nyanga usou o maior n\u00famero de soldados guerreiros na batalha contra os espanh\u00f5es. Os afrontamentos conclu\u03afram com pesadas perdas para ambos os lados.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\">Os espanh\u00f3is nunca conseguiram obter vit\u00f3ria definitiva, entre muitos confrontos e batalhas, foram sempre incapazes de infligir uma derrota difinitiva aos quilombolas. No mesmo ano os espanh\u00f3is foram for\u00e7ados aceitar as negocia\u00e7\u00f5es. As Conven\u00e7\u00f5es impostas pelos revoltosos, era alforria total dos escravos e o acordo do direito de governar o territ\u00f3rio pela fam\u00edlia Nyanga. Gaspar Yanga foi proclamado o libertador dos negros na guerra contra aos espanh\u00f3is. Foi baluarte, valentia e ousadia de lutar contra coroa. Esse facto levou ao reconhecimento da prov\u00edncia ou cidade de Yanga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com decoberta do novo mundo, Am\u00e9ricas, os colonizadores espanh\u00f3is impuseram aos natives explora\u00e7\u00f5es horr\u03afveis. Os \u03afndios morriam devido aos maus tratos e duro trabalho penoso. As doen\u00e7as levadas pelos europeus, ajudou na extermina\u00e7\u00e3o completa do povo ind\u00edgena. Foi no s\u00e9culo&hellip;<\/p>\n<p class=\"more-link-p\"><a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/gaspar-yanga\/\">Lire plus &rarr;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/126"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126"}],"version-history":[{"count":19,"href":"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/126\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1853,"href":"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/126\/revisions\/1853"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}