{"id":118,"date":"2013-11-03T15:03:37","date_gmt":"2013-11-03T14:03:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/?page_id=118"},"modified":"2014-02-08T01:04:28","modified_gmt":"2014-02-08T00:04:28","slug":"la-reine-njinga","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/la-reine-njinga\/","title":{"rendered":"Rainha Njinga"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ginga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-515 alignleft\" alt=\"ginga\" src=\"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/ginga.jpg\" width=\"247\" height=\"300\" \/><\/a>Njinga Mbandi, foi rainha\u00a0Njinga entre 1587-1663 de Matamba, interior de Angola, \u00c1frica, s\u00e9culos XVI e XVII. Nos reinos da costa e central do continente Africano, existia uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u03aftica-espacial e econ\u00f4mica, controlada pelas tribos africanas. Na \u00e9poca as tribos estabeleciam uma rela\u00e7\u00e3o ao com\u00e9rcio de longa dist\u00e2ncia. O litoral era um espa\u00e7o de pesca e produ\u00e7\u00e3o de sal, peixe seco e outros produtos necess\u00e1rios ao interior. O poder centralizador estava no interior. Nas sociedades africanas em termos do poder pol\u03aftico emergiam algumas interveni\u00eancias de v\u00e1rios elementos ex\u00f3genos. Os chefes tradicionais do litoral procuravam estabelecer um com\u00e9rcio efectivo com os povos da costa Ocidental . Com a chegada dos portugueses, os povos nativos criaram portos de com\u00e9rcio pelo litoral angolano. Uma comercializa\u00e7\u00e3o estabelicida atrav\u00e9s da coopera\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico escravo, uma captura directa humana desde o litoral ao interior. Em 1578 fundasse cidade fortificada de S\u00e3o Paulo de Assun\u00e7\u00e3o de Luanda, futura capital de Angola no territ\u00f3rio Mbundu. Na \u00e9poca era Ngola Kiluanji o rei dos Mbundus no Ndongo, (Angola) e Matamba. Pai de Njinga Mbandi Ngola, o rei conseguia reter expans\u00e3o portuguesa. Lutando e resistindo a forte ocupa\u00e7\u00e3o, refugiando-se em Cabassa, interior de Matamba. O rei Kiluanji morre, Mbandi, filho sucede ao poder. Mbandi era meio irm\u00e3o de Njinga. A regi\u00e3o foi primeira na coloniza\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o. Os portugueses produziam um tr\u00e1fico de com\u00e9rcio directo com os guerreiros Jagas do litoral, vindos do leste, conhecidos por Imbangalas. A rota do tr\u00e1fico para o interior \u00e9 impedida e controlada por Ngola Mbandi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo rei envia Njinga a Luanda, ela neg\u00f3cia com os europeus, mas n\u00e3o cede algum territ\u00f3rio e pede devo\u00e7\u00e3o pol\u03aftica ao cristianismo, recebendo o nome de Dona Ana de Sousa e as irm\u00e3s Cambi e Fungi se convertem tamb\u00e9m, Dona Barbara e Dona Garcia.<a href=\"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2013\/11\/rainha_nzinga02.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright\" alt=\"rainha_nzinga02\" src=\"http:\/\/www.capoeira-auvergne.com\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2013\/11\/rainha_nzinga02-300x198.jpg\" width=\"287\" height=\"217\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os portugueses n\u00e3o d\u00e3o seguimento ao acordo, tratado de paz. Conseguindo estabelecer um com\u00e9rcio de escravos com Jagas de Cassanje, criando uma desordem total no reino de Ngola. Njinga manda decapitar seu tio que submetia-se ao tr\u00e1fico dos portugueses e manda envenenar seu irm\u00e3o que n\u00e3o tomava medidas contra os europeus. Njinga chega ao poder, ela \u00e9 proclamada rainha, passando ao dom\u03afnio, comandando as resist\u00eancias nas terras de Matamba e Ngola. Os portugueses para contrariar Njinga, elegem Aiidi Kiluanji (kiluanji II), como novo sucessor, chefe dos Mbundus nas terras de Ndongo, Ngola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre v\u00e1rios acordos, Njinga, rainha de Matamba n\u00e3o consegue paz com os portugueses e renega f\u00e9 crist\u00e3, aliando-se aos guerreiros Jagas do oeste e in\u03afcia nos ritos da m\u00e1quina de guerra\u00a0\u00bb O Quilombo\u00a0\u00bb. Njinga e os guerreiros atacam o forte de Massange em 1640. As irm\u00e3s Cambi e Fungi s\u00e3o capturadas, prisioneiras de combate, Fungi \u00e9 executada. Na \u00e9poca os Holandeses invandem e ocupam toda regi\u00e3o portuguesa, alguns chefes (sobas), n\u00e3o colaboram mais com os portugueses. Anos depois o general brasileiro Salvador Correia S\u00e1 y Benevindos, restaura soberania portuguesa em Luanda e tenta estabelecer seu poder no interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O exercito de Njinga aprisiona dois capuchinhos e aproveita convencer o general a vontade de reconvers\u00e3o ao cristianismo em troca do reconhecimento soberano nos reinos de Ngola, Matamba e liberta\u00e7\u00e3o de sua irm\u00e3 Cambi. O general aceita o tratado que Njinga prop\u00f4s, renunciando os territ\u00f3rios de Ngola, revindica\u00e7\u00f5es de Matamba e sua irm\u00e3 Cambi. O rio Lucala foi o ponto de fronteira entre ambas as partes. Tratado esse, em 1656 pela rainha Njinga amea\u00e7ando voltar ao combate. Cambi era prisioneira cerca de 10 anos, sua liberdade \u00e9 realizada por um pagamento de resgate em troca de uma centena de escravos. A rainha Njinga veio falecer 17 Dezembro de 1663 em Matamba. Cambi sucede ao poder e continua lutar contra ocupa\u00e7\u00e3o colonial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rainha Njinga utilizou v\u00e1rias estrat\u00e9gicas e t\u00e1cticas que foram desde o seu consentimento ao cristianismo, concedendo terras no territ\u00f3rio e pr\u00e1ticas Jagas guerreiras. A rainha \u00e9 considerada um s\u03afmbolo do africanismo contra opress\u00e3o estrangeira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Njinga Mbandi, foi rainha\u00a0Njinga entre 1587-1663 de Matamba, interior de Angola, \u00c1frica, s\u00e9culos XVI e XVII. Nos reinos da costa e central do continente Africano, existia uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u03aftica-espacial e econ\u00f4mica, controlada pelas tribos africanas. 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